ANTIFONÁRIO ROMANO

Quando o Ofício divino se organizou, foram necessários livros que contivessem os diversos textos utilizados para a sua celebração. Assim, surgiram vários livros, cada um contendo um determinado tipo de texto: o Saltério (para os salmos), o Antifonário (para as antífonas), o Hinário (para os hinos), o Leccionário (para as leituras), etc. Esse conjunto de livros era utilizado na celebração comunitária, que inicialmente era a mais comum.

Contudo, com a difusão da recitação privada, tornou-se clara a desvantagem de ter uma multiplicidade de livros. Foi-se então reunindo os materiais em volumes isolados, até que, pelo século XI, surgiu um só livro em que todos os textos necessários se encontravam compilados, aparecendo assim um volume que abreviava todos os outros: o Breviário.

Tal livro destinava-se à recitação privada e a situações de viagem, ou semelhantes. O novo livro litúrgico impôs-se universalmente e, com o aparecimento da imprensa, conheceu grande difusão.

A reforma litúrgica tridentina consagrou o breviário como livro litúrgico para o Ofício divino, e assim permaneceu até aos nossos dias. Chamava-se então Breviário Romano (Breviarium Romanum) e apresentava-se geralmente em quatro volumes. Pio V o promulgou para todo o clero, e por isso também foi chamado de Breviário de Pio V.

São Pio X o reformou em 1 de novembro de 1911, com a bula Divino Afflatu, facilitando a recitação do saltério. Continuando essa reforma iniciada por São Pio X, a Sagrada Congregação dos Ritos simplificou as festas dos santos, com o decreto de 23 de março de 1955.[1]

A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II manteve a forma externa do livro litúrgico, modificando apenas o conteúdo.

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